segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sorte

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a sorte é uma cortesia que a vida nos dá de presente...
contudo é preciso sorte para ganhar cortesia...
simplesmente!





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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A falha que fala

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tem coisas que saem na falha...que na falha, fala...ah, inconsciente! fala de algo morno, quente, que ainda pulsa, ainda respira, urge, ainda vive...na falha sem falta há a falta...falha constante, falta que persiste na falha...falta que insiste em ser falta, faltando sempre na falha...falta que sustenta a falha, por isso, falha constante...é você por aqui...ainda?...sabe-se lá se ainda, mas certeza está por aqui...é você que mesmo faltando se faz presente, aqui onde não penso, contudo existo...aqui onde te faço existir na falha...aqui onde o escuro me norteia...aqui no meu momento sincero...falha, falta...falha minha, falta você...falha nossa?...falha...falta você...falha sua...falta você...a falha só fala que falta você...somente.





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sábado, 21 de novembro de 2009

O Cheiro...

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mas o cheiro dele é devastador, acaba com tudo que ando construindo, ele cheira muito, é um odor que causa embriaguez, fico ébria...algo que exala daquele corpo másculo que me dilata as pupilas, acelera a pulsação cardíaca, ativa os hormõnios...será que fica compreensível como o cheiro dele cheira? o quanto é agradável para minhas narinas, é empolgante para meus instintos, aguça minha fantasias, ele cheira muito, muito, tanto, o bastante para me tirar a concentração....ele sabe que cheira tanto assim, será? será que aquele macho sabe que cheira muito e propositalmente passa desatento como quem nada ver? será que faz questão de desnortear com o seu cheiro? ou simplesmente cheira, desleixadamente cheira, desprovido de qualquer interesse, cheira? o que será? por que tanto cheiras?...ele passa, mas o cheiro fica, e fica para além do lembrar, eu sinto o cheiro aqui e agora, tão presente como eu neste instante...dopada fico com a fórmula que tu exalas...teu cheiro é devastador...




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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ainda...

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foram só palavras que o tempo e o vento levam...foi como o pó que se esvai...e não rimam mais, nem vivem, se quer existem mais...as frases foram rimas pobres, os planos foram rimas pobres, os beijos e os afagos foram rimas pobres...e o sentimento, se quer existiu?

triste fim de algo que ainda vive!




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terça-feira, 10 de novembro de 2009

O convite dos coqueiros

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Olhava ela pela janela...era alto...e lá estavam eles, eram seis, três de um lado e três do outro lado, eram separados pelo portão de entrada do outro prédio...percebera que eram tão similares na mesma medida que eram tão diferentes...mesmo as plantas da mesma espécie são diferentes, pensou ela...podem até ter sido regadas pela mesma pessoa, as mesmas mãos podem ter cuidado de todos eles, mas crescem diferentes, são distintos, balançam-se singularmente, cada um acertando o seu passo em compasso com os outros, cada um a seu modo, mas entrelaçado pelos outros...ela olhava, uns dançam mais, outros são mais lentos, outros pareciam espreguiçar-se, outros pareciam zangadinhos...contudo, pareciam sorrir uns para os outros, respeitando-se, respeitavam-se...E mais, em uma sinfonia, pareciam convidar-lhe para aquele ritmo...e ela tinha desejo, mas faltava-lhe coragem...





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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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qual a relação do capitalismo com o amor?






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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

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um doce e raspas de limão...para uma vida gostosa....





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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Corte

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anil se quebra?

eu não sabia que anil se quebrava...
eu não sabia que anil se quebrava...

toda quebra subtende-se uma fragmentação, corte, separação, e esta, dor e dor, dói, e dor, magoa, e dor, machuca...e dor também cansa de doer...e cansar, subtende-se, um tempo para descansar, um tempo de infinitas possibilidades...






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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um Tempo...

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que é um tempo?

um tempo é um Rei...
no espaço de um tempo poderá acontecer tantos episódios...
um tempo que podíamos estar abraçados, esquentando os lençóis com o calor do que sabemos que sentimos um pelo outro...poderíamos balançar no nosso gingado...
um tempo que poderia ser dedicado aos nossos inúmeros devaneios sobre a vida, sobre uma paisagem, sobre nós mesmos...
um tempo onde estaríamos sorrindo...ou chorando...mas juntinhos...
um tempo onde comeríamos na companhia um do outro, desde cedinho, pela manhã,ás 5h...
um tempo onde proclamaríamos apelidos já existentes, e onde criaríamos tantos outros, tenho certeza...
um tempo de cantar o eterno...até amanhã e depois de amanhã, e depois, e depois, até eternamente depois...
um tempo de infinitas promessas, é disso que vivem os enamorados, pagando para ver se as promessas se realizam...mas ele não quis pagar para ver, ele optou por não se arriscar, e quem não se arrisca jamais conhece o outro lado...jamais conhece verdadeiramente o sabor de qualquer samba...quem não se arrisca morre murcho e infértil, porque se arriscar é tentar, é ter alguma certeza na vida, é acreditar...
ele preferiu a estagnação e ela gosta de quem tem gosto para viver, mesmo com desgostos, mesmo triste...
ela gosta daqueles que não temem o desconhecido, que arrepiam-se, mas não deixam de arricar-se...
bom, foi ele quem quis um tempo e ela só respeitou...somente...mas saiba, um tempo é quase um adeus...um tempo é quase um fim...
ela foi indo sambar no tempo que lhe deram, foi ver as cores do mundo, foi gingar, e quem sabe se arriscar novamente, porque nunca sabemos o que vem no próximo capítulo, a não ser que estejamos dispostos a correr riscos...ela só quer que ele se resolva com seu medo se as coisam não forem em favor dele...somente.





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sábado, 24 de outubro de 2009

Escolha Fatal

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no jardim, agarrada nas mão dele, passeavam...
ela dava voltas...voltas em torno de si mesma...pensava ela sobre como obter, no mínimo, uma gota de sentido...e agora era tão difícil, pois de tantas outras voltas no jardim iguais aquela, ela sempre acreditara, sempre apostara que tudo poderia chegar ao estilo do nivelamento, onde não haveria qualquer coisa da ordem do insuportável...mas, mais uma vez lá estava ela a dar voltas no jardim, voltas em si mesma, voltas que buscavam por algum petisco de sentido...voltas que a deixavam mais tonta, voltas que não chegariam a nenhum lugar...ela resolveu findar os prósperos passeios, resolveu parar a busca por algo que não havia, resolveu parar de sofrer porque causara um sorriso em alguém que acreditara que daquela vez iria ser diferente, quando ela sabia que não iria, quando ela carregava a certeza que haveriam outros passeios daqueles, em busca de sentido...
assim, ao acabar o passeio, por volta das 17 e 47, resolveu ficar só, ele respeitou...ela não queria mais, não queria nunca mais passear, nem dar voltas que nunca a levariam a lugar nenhum...resolveu ir...depois de sete dias dava para avistar algumas pessoas que juntavam-se no jardim que ela tanto gostava, pessoas que choravam sentindo um aroma particular, de flores, lembranças e saudades...




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ame-me todos os dias...
todos os dias ame-me...
muito, com tudo que o amor oferece...
ame-me todos os dias...
todos os dias ame-me...
isto será o tal 'para sempre'...





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Compreender...

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precisava ser alguém que se encantasse com a tristeza...
havia de ser alguém se admirasse com um olhar que sorrir chorando...
era preciso que fosse alguém que compreendesse que há amor mesmo nas trevas...
havia d ser alguém que respeitasse dores...
era necessário que não tivesse medo de dores...
precisava ser algum desses que não preocupam-se com julgamentos prévios porque compreendem que cada um tem uma história e um tempo próprio...






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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ela

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olha só, avistei ela como que bêbada, pois cambaleante vinha, era incerteza do caminho, será?
olha só, andava ainda com seus tons, tudo bem não estavam tão gritantes, mas também não haviam ainda desbotados...
olha só, vinha andando firme, porém não aparentava ter pressa...
olha só, de longe ela me olhava, todavia não era um flerte...
olha só, qundo ela aproximou-se percebi um constrangimento, na verdade uma falta de desejo naquela da qual ela direcionava-se...
olha só, ela hesitou...
olha só, dessa vez a tristeza não chegou a seu destino...porque as coisas mudam, e o que ela pensava encontrar já não era a mesma...
olha só, ela deu a meia volta e foi-se, deixando ser sentida somente por uma única pontada não instalada...
olha só, foi só isso, que foi muito...
olha só, hoje alguém sorri...






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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Construção diária...

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o amor não está em um pedrestal, longe, em algum lugar inalcansável...
o amor é a divisão das sensações...
o amor é algo do cotidiano...
não se constrói amor fixando-se no passado...
amoor é a partilha de momentos presentes...
amor é algo do cotidiano...
se prova amor, amando...
"-E lá vem você, menino, falar para a tia aqui o que é amor? ... pois venha, eu escuto você."
só quero que, mais do que compreendas, experimente amar...arrisque amar...coma o amor, devore-o com toda a sutileza a que se deve...
viva o amor, amando...
é só isso.






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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Inteiro e Interno...

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te olha...tu és bom!!!
bom de se ter por perto...bom de se sentir...bom de se tocar...
te olha...tu és bom!!!
tu agrada...tu faz rir...tu faz chuva e Sol...imperfeitamente humano...lindo...
te olha....tu és bom!!!
tu és doce...eu até passaria uma tarde a te comer porque tu és doce...tu és gostoso de se digerir...
te olha...tu és bom!!!
teu cheiro perfuma...tuas mãos protegem...
te olha...tu és bom!!!
se te dói algo, isto no meu ser triplica...
te olha...tu és bom!!!
te capacida a te olhar...tu vai encontrar alguma cor que te guie onde queiras ir...
te olha...tu és bom!!!
não te permite perder-te com suposições....tu és muito para se perder...eu não quero te perder...
te olha...tu és bom!!!







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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Conservas...

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É. É assim mesmo. Assim que acontece, é assim que se sucede. Mais cedo ou mais tarde as pessoas decepcionam umas às outras, machucam-se, mogoam-se. Isso nada tem a ver com o sentimento que elas carregam uma pelas outras, isso independe do amor, muito menos mensura o abstrato...mas, mais cedo ou mais tarde uns decepcionam os outros...mais cedo ou mais tarde, independente se o dia está verde ou cinza, a dor dói, rasga um pouco e você se apega não se sabe ao que para retornar em um depois, talvez sorrindo...se conserva doce e doída, cheia de calos e amor, isso é uma condição para o sorriso lhe brotará posteriormente...quando o aperto no peito anuncia o dissabor que as lágrimas exprimem, quando o incômodo é pontiagudo e traz a sensação de vômito, quando o olhar já não alcança o lado de dentro, quando a brincadeira de achar a saída fica séria e você sente-se em um labirinto grande e escuro...o que fazemos? o que pensamos? como agimos?...a dor dói mais quando daquele não se esperava, o mundo desaba...quando fere, machuca, dói, o que conserva, se não o amor?...





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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que aconteceu?

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foi a sensação mais estranha que ela sentira naquele último ano...
estava ela a comprar uma pipoca, cabisbaixa, pegando o dinheiro na bolsa para pagar a enorme dívida que acabara de contrair, pegou o dinheiro e enquanto esperava o tia atendê-la, esticou a visão, neste alargamento do olhar ela bateu-se com tudo naquele dourado, naquele brilho...e percebeu que ele havia batido sua visão nela também e o pior ou melhor,ou indifrentemente, ele estava vindo em sua direção...cumprimentaram-se, mas mais com o olhar, as palavras não saiam, não conseguiram falar as novidades de longa ausência,ele ainda balbuciou, mas ela, ela mexia a língua sem sucesso, com o olhar fixo naquele azul, ela discursou, fez mil perguntas, narrou seu último ano, contou os planos, mas sem nada dizer, nenhuma pronúncia...é, assim não dava....tesa e estática, 'isso é uma estátua', deve ter pensado o que parou para trocar algumas palavras com ela...mas ela estava sob algum efeto que de nenhum entorpecente era, mas causava-lhe as mesmas reações, ela não estava nesta dimensão, ela voava em uma mistura de passado e futuro, não conseguindo atualizar-se no presente, não conseguindo dizer nada com a boca, mas seu olhar enchia-lhe os ouvidos...ela buscava forças, para a despedida, quando percebeu ele dizer com o olhar curioso 'estou indo, tenho aula agora'...e foi-se...ela continuo lá a olhá-lo tomada por todo o odor que dele exauriu-se, tomada por tudo que vinha dele, dela, deles...não era saudade, não era sofrimento, não era mágoa...era algo bom que de tão bom ela guardou e gozou silenciosamente, deixando escapar o êxtase pelo olhar...subitamente foi trazida para esta dimensão, 'ei, moça, a sua pipoca está pronta'...





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domingo, 27 de setembro de 2009

Ás Vezes

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ás vezes o vazio é maior que o maior prédio que daqui avisto, é bem maior que toda a fila de carros engarrafados que minha vista consegue alcançar daqui...é gélido, muito...ás vezes o vazio é maior do que toda a vida que eu vejo vivendo lá fora...ás vezes o 'às vezes' dura muito e a impressão que se tem é que ele não tem mais pretensão, pretensões...é, mas é só às vezes.



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sábado, 26 de setembro de 2009

Eu sofro, tu sofres, ele sofre, nós...

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a tristeza não impede a felicidade...as lágrimas ainda nos deixam enxergar...o frio busca calor...o mistério é não fazer do sofrimento um mito, algo inacreditável, surpreendente, inaceitável...faz parte do ciclo sofrer...sofrer com dignidade, com tudo de melhor, sofrer...o frio busca calor...o frio busca calor...




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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Amor...Amor!!!...Amor???

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o que define o amor?
quando sabemos que estamos amando?
qual o ponto de ebulição que denota tal estado?
qual o evento que destingui a passagem para este momento?
qual a marca que marca este sentimento?
É curioso não saber ao certo.
É curioso o que não se precisa.
É curioso amar.
É curioso sentir o que não se define e definir assim mesmo.
É curioso, é inusitado, inesperado...
É curioso amar.



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O que move...

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tudo não vem codificado, é preciso raciocinar...nem sempre as coisas estão no seu lugar, é preciso vasculhar, há dias que tudo estar escuro, aí meus caros, haja coragem para andar, haja visão para ver além do que se vê, haja tato para tanta escuridão...ás vezes não há formas, aqui entra a criatividade, vamos criar, é quando tudo está sério, brincamos de criar, fantasiamos, fabricamos imagens, sorrimos com invenções, com ilusões, é quando tudo se torna suportável e passível de caminhar...sem movimento não tem como continuar...o barco não pára, as ondas não deixam, elas sobem e descem como os dias...o importante é não parar mesmo parado....o segredo é se movimentar?...






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sábado, 12 de setembro de 2009

Os Olhares...

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e ficara algo que os olhos inquietantes falavam.Ela apesar de não saber, não temia. Até queria mais. Ele tinha certeza, porém tinha medo e não era pouco. E sua falta de ousadia contribuiu para anoitecer mais cedo naquele dia. Nada mais brilhava, nem mesmo seus cabelos...e ficou uma coisa só: a proposta. Nada mais. Nem 1mm de nada. Era realmente nada. Nada. Mas, lembremos que os olhares eram inquietantes. Nada mais.




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domingo, 6 de setembro de 2009

O Encontro...

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aconteceu...foi rápido demais, como tudo hoje é, foi de repente, nada estava planejado, nada foi pensando, aconteceu...a vida me presenteou, eu cooperei, ele também...olha só, foi pura essência, existência, olha...olhares, conversas, mãos, apertos, bocas, cheiros, balbúcios, gemidos, ápice, alívio, satisfação insatisfeita...o fim denunciou o desejo de mais, algo mais, algo que deveria ser bem vivido, algo que estava por acontecer, era uma saudade do amanhã, uma vontade de fazer tudo que dez anos não dão conta, eram tantos os planos, era tanta a sutil felicidade de fazer planos...alguém conseguiu despertá-la para o sentido de cativar e ser cativada novamente, alguém a puxou de um lugar sombrio, alguém conseguiu mexer no íntimo dela, lá dentro onde há vida, onde a doce vida adormecida estava...alguém foi lá e remexeu tudo, deixou tudo na mais organizada bagunça...era isso, por que não arriscar?...ela sentia-se segura com ela mesma para proceder, enquanto ela pensava 'Quer ser meu companheiro?', ele adiantou-se:



ELE: -Quer namorar comigo?

ELA: -Só se você quiser ser meu companheiro.





com um sorriso largo e como que congelado, ela está arriscando...





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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Insustentavelmente leve...

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Quanto vale ser sincero? E isso é mensurável?
Porque não sabemos o que está do lado de lá...não temos a certeza do que sustenta o outro...o que tem no outro lado da ponte?...há quem queira doce ilusões, de repente, nunca se sabe ao certo...até porque a sinceridade muitas vezes é desagradável, a sinceridade dói primeiro, só depois traz alívio...mas todos só queremos alívio...e quem não consegue não ser sincero?...de tanta sinceridade, estraga tudo...e se o que sustenta o lado de lá for estórias fantásticas, mirabolantes que só tem a possibilidade de finais felizes e o mais absurdo, só uma única forma de finais felizes...o que fazer com os episódios trágicos? o que fazer com a tragicidade inerente da condição humana? o que fazer com a verdade?... a realidade, onde colocamos ela?...guardo a sete chaves e protejo alguém ao mesmo tempo que privo-o de seu instante real?...eu embrulho a felicidade do outro com papel ilusório, laços de invenções e entrego-lhe um belo embrulho de ‘avessos da verdade’?...o que sustenta o outro?...sinceramente, é delicado...vida, feia e linda com dores e sabores, com acontecimentos aparentemente incompreensíveis e muito gozo ou meras juras de amor decoradas?...ela o perdeu porque sua leveza era insustentável para ele, ele não compreendia ou não aceitava ela ser tão livre, sincera e dele...ela poderia ser livre e dele, mas não sincera, era desnecessário para ele a sinceridade dela, mas ela não sabia não ser, se não, sincera...eles podiam estar juntos até hoje se ela fosse discreta, mas ela foi sincera...muita nudez para tanto pudor....o que sustenta o outro?...ela ficou só, com sua sinceridade....ele foi-se com sua venda...é, meus caros, a sinceridade pode ser fatal...




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domingo, 30 de agosto de 2009

Vamos?

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sinto, sinta...percebo, perceba...cheiro...

tudo é diferente no instante seguinte...

me toco, se toque...




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sábado, 29 de agosto de 2009

Leveza doída

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era uma dor tão insaciável que se tornara leve...como uma pena, como a bruma , como uma gota de orvalho, leve...incompreensívelmente leve...



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Cadê o Verde?

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ela abriu os olhos, ficou observando a vista da sua janela, agora havia verde...ficara até de madrugada a teclar com o mais novo pai da história dela, aquele ao qual ela prometera ser mãe de seus filhos, aquele que a fizera jurar que seria a mãe de seus filhos, agora ele era pai e ela nem sequer pensava em engravidar...Não sofremos em vão. Há uma lógica no pathos...de tanto sofrer ela estava feliz, um sofrimento que ainda estava partindo,uma felicidade doída...havia verde na janela dela?...calma, espera o tempo, ele guarda todas as respostas, enquanto isso vive, vive tua dor...é o melhor caminho de encontrar o verde...




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sábado, 22 de agosto de 2009

Vida

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(...) mas a vida me sorri e eu rapidamente me encanto e digo: "-Bem-vinda, vida, eu vou viver você!"...E toda cheia de vida vou eu viver a vida...a vida quando me ver toda cheia de vida ela se colore e fica sorrindo...não tenho saída e a única coisa que me resta é me vestir de vida e viver a vida, cheia de vida (...)





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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

É mesmo...

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o amor deixa o insignificável significativo...eu nem sei porque fui tão forte, eu nem sei como te levantei, eu nem sei como te acolhi, eu nem sei como enxuguei tuas lágrimas, eu nem sei como te confortei porque dóia tanto...o amor deixa tudo leve, mesmo os acontecimentos mais grotescos, o amor flutua na lama, acerta sem mirar, vôa sem ter asas, o amor não sabe mensurar dor, ele só ama, poderoso amor!!



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domingo, 16 de agosto de 2009

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sou uma certa atriz que ama e sente falta de você...





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Volta, mas vai...

Hoje você voltou...e o que faço? E o que faço, se você vem como vulto e antes que eu te possua e me entregue, você se vai?...E o que faço? E o que faço, se você aparece do jeito que gosto e desgosto em ti?...E o que faço? O que faço se você vem com flores, mas não as entrega? Eram endereçadas a quem essas flores? E o que eu faço? Ironicamente belo tu desfilas em minha frente, eu te percorro e tu corres de mim, desparecendo no instantâneo mundo das ilusões...desaparece,e sem endereço fixo não te acho...quando volta? será que volta?...Volta, eu te faço bem e tu sabes disso, mesmo não entregando as flores, tu sabes , sabes que não entrega as flores para a dúvida continuar, tu me tens nesta fenda, nesta dúvida...isso te fascina e me apavora...Volta, volta, volta...Voltar, não significa 'para sempre', mesmo que jamais esqueçamos...Quando você volta e insinua as flores que trazes, eu sou sua, neste instante me tens...somos felizes, isso é raro...Volta, vem sentir o calor da felicidade, por um instante só, eu não pego as flores, sei que não são minhas...Volta, depois tu vais!





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sábado, 15 de agosto de 2009

Timidez

Ele passou. Passou no caminhar, mas não foi. Ela o viu hesitar em voltar. Ela viu quando ele parou, virou-se para o caminho já tracejado, e hesitou. Pensativo, ele olhava, olhava. O que ele pensava? Fez que foi novamente, mas seus pensamentos não deixaram...ela supõs que os desejos dele o fizeram recuar. Ele não seguiu...em frente. Ele queria seguir, mas por onde já havia passado. Queria, notava-se que ele queria, mas ele continuava hesitando, agora coçando a cabeça. O que ele pensava? Ela continuou a observá-lo...Ela pensava que ele hesitava muito...Logo depois ela percebeu que o olhar dele estava meio disperso...ela pensou 'por que hesita tanto?'...ela já sabia sobre o que ele pensava. A menina foi tirada dos seus pensamentos pelo toque de seu telefone, era uma chamada querida, assim sendo, a menina alienou-se na conversa...ela transferiu sua atenção, esqueceu de observar o menino que hesitava...esqueceu, envolveu-se na conversa, afinal de contas era uma ligação querida...ela mudou-se de instante...Estava sendo devorada por aqueles segundos,e os devorava com tanto gosto...era uma conversa querida...Ela não hesitava com suas emoções queridas...No meio do assunto, ela sentiu um toque brusco em seu ombro, virando-a grosseiramente...alguém roubara a menina da sua conversa querida e sem hesitação...contudo o corpo da menina, suas emoções, seu semblante pareciam estar aguardando esta invasão, pois seu corpo não hesitou, entregou-se em um beijo faminto...Quando voltaram, quando retornaram para este mundo, ela foi abrindo os olhos como quem não quer e sorriu para o menino que há pouco hesitava...





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domingo, 9 de agosto de 2009

Vazio

o que fazer quando o vazio é maior?...você corre...você chora, dá gargalhadas...fala coisa séria, fala 'besteira'...estuda.....come chocolate, legumes...mas o vazio é maior...mas o vazio é maior...ele parece não querer ter fim...por que?...pós modernismo? é da nossa estrutura? será? é um novo paradigma? ou o pior, é um momento de transição para uma nova ordem? porque quando tudo está definido, temos pelo menos um 'norte', mesmo que seja pré-estabelecido e padronizado, contudo nos conforta...é da gênese dos nossos tempos este desnorteamento? o que fazer quando o Prozac não dá conta, quando a conta já passou das contas...e a conta do analista?...tudo é instantâneo...ops, eu te amo, desculpa, já passou...ops, eu te quero, desculpa, não sei quem quero porque quero todos...ops, quero ser feliz...ops, quero ser único....ops, quero ter status....ops, quero ser feliz, ser feliz, ser feliz....o vazio é maior...a bússola quebrou, as paredes são de chuva e o chão é movediço...



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sábado, 8 de agosto de 2009

Tuas linhas...

suas palavras me convidam a te desenhar...faço rascunhos, toda vez que te leio, não quero te terminar, e nem é possível de fazê-lo porque cada vez que saboreio tuas frases recolho um pouco mais te você...já te estranhei, foi ótimo, te quis mais ainda...já te li repetidas vezes umas 20 vezes,era uma forma de te trazer...já me identifiquei, achei simples, amável ao mesmo tempo que arredio, e extremamente livre...já achei que algumas linhas eram voltadas para um olhar triste e que pede alguém como o que tuas linhas me dizem que tu és...já dormi te lendo, era uma forma de ter uma saudação de que a noite seria boa...e foi. já busquei uma imagem, mas não quis vê-la, basta-me tuas linhas, basta-me tanto desejo, basta-me tanta sinceridade, basta-me tanta vida contida na ânsia constante do concreto, basta-me te ler...trêmula fico, arrepiada e escorregadia...mas basta, é uma diversão sem fim, é o que preciso para dormir, é tudo que você me traz que faz subir, que me entorpece, tuas linhas fazem eu gingar, pulsar e voltar cansada.... e pronta para o desmaio do sono...não pára, continue, continue a escrever...escreva...escreva, enquanto isso eu vôo.





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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Visita...

é como se eu tivesse aberto a porta e antes de cumprimentar a visita entrou, entrou correndo, foi tão rápido, jogou-se dentro da sala pequena, tentei abrir as janelas, para o Sol entrar, mas antes que pudesse passar a visita se pôs na minha frente, me tomando meu olhar e minhas ações, acebei aprisionada no sofá, lá me joguei como que cansada, eu não gosto de não ver o Sol, porque tudo fica escuro demais...é triste. Mas a visita continuava lá, era tão próximo que por muitas vezes confundi quem era quem...até que houve um espaço, foi depois do impacto, respirei e falei: 'Oi, tristeza, vc voltou'...veio com malas porque sabia que ia permanecer por muito tempo, sabia que ia me deixar cabisbaixa e sem ânimo...com sorrisos tímidos e olhares vagos...tristeza vc chegou para ficar, eu sinto...quem te trouxe? eu não sei ao certo...já que veio, preciso te acomodar...a causa foi o moço do céu lindo, da meia lua?...ou será resquícios da noite do pentagrama? ....esqueci que às vezes você nem precisa de motivos, simplesmente chega...ou a falta de motivos já é um motivo...ou os motivos não são tão claros como aquela noite clara que me trouxe motivos para você chegar....venha, acomode-se, sei que não quer morar...de alguma forma fico feliz em ficar triste....é como se houvesse algo se renovasse, como se eu me escutasse...eu te respeito demais, venha, acomode-se, sei que não quer morar...






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Possibilidades...

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...não me roube as possibilidades....talvez seja o que me mantenha viva...




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Líquida...

Eu não posso me trancar nestas quatro paredes.
Eu não posso me abster de experimentar.
Eu não posso entrar em moldes. Eu nem sei fazê-lo.
Eu não posso te prender e nem me prender.
Eu não posso admirar as correntes porque não sei ser acorrentada.
Meu peito chora quando vejo portas fechadas, o Sol não entra.
Eu fico feliz em conhecer.
Eu fico feliz em voar.
Eu fico feliz em viver desejando.
Eu fico feliz com ausências que me trazem expectativas de algo novo ou renovado.
Eu fico feliz com movimentos, ventos e mobilidade, flexibilidade, fluidez...ser fluida!
Eu sorrio de volta para as possibilidades.
Eu não posso me deixar moldar porque será suicídio.
Embora eu sofra com este espírito, contudo só sei ser livre..
Eu não sei usar correntes, se soubesse, juro que seria sua.





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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Carpe Diem...

ele lhe disse várias vezes "Carpe Diem"...não usou esse termo em nenhum idioma,porém, com outras palavras, falou: "Carpe Diem"....as palavras dele, muito mais que a voz estridente ecoaram na cabeça dela...era uma frase tão simples, desejada, mas vindo dele havia uma dificuldade, da parte dela, em recebê-la, em querê-la e até mesmo em aceitá-la...o olhar dela, de repente, ficou inquieto, os olhos lacrimejaram, ele parecia não ver, não entender ou não se importar?...sabe-se lá....e em muitas frases, num daqueles discursos longos, repetiu por várias vezes "Carpe Diem"....ela ficara ouvindo sem querer acreditar, mas não querer acreditar já é a própria crença porque quando você não quer acreditar é como uma opção que você faz para amenizar o que te afeta, contudo você sabe que é verdade diferente de quando você não acredita simplesmente e você age conforme o que é verdade para você...calmamente ela não queria acreditar...nesta sua falta de pressa que a vida passasse naquele instante, pensou: e o que mais podia-se fazer, o que mais?...Assim o que lhe restara foi "Carpe Diem".....hoje ela até agradece ao moço....




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segunda-feira, 27 de julho de 2009

É de graça AMAR...

Meus caros,

estou repassando esta mensagem que recebi por e-mail. Trata-se de criar um ser humano com amor, porque gerar uma vida até que é simples para a maioria, mas cuidar com amor parece uma tarefa difícil...Não sou mãe, mas tenho esta pretensão e acredito que antes de qualquer matéria, deve existir amor..ao mesmo tempo que sei que falar é fácil, assim, deixo esta reflexão 'o que é gerar uma vida?'....





Aqui esta o e-mail:

"Sabem qual foi a pergunta vencedora em um congresso sobre vida sustentável?


"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"



Precisamos começar JÁ!


Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive..."





Vamos pensar sobre isso, afinal de contas É DE GRAÇA AMAR!!!!!!





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sábado, 25 de julho de 2009

Querer..

dores por todo o corpo...palavras trocadas em uma tela...alguém chama para sair...alguém liga e diz coisas que mulheres gostam de ouvir...alguém envia uma mensagem que traduz uma saudade que você pensa não ser capaz de findar se por acaso fosse tentar...as mensagens continuam, as ligações insistem...você olha e mesmo sem querer, desdenha...você quer cuidar do querer do outro...mas você também tem um querer...você tem um querer que não aflora do lado de lá...será que lá desdenham? será que lá querem cuidar de um querer..que não é o seu?...será que não gesticulam por que como você não sabem cuidar de um querer que não é o seu?...dores por todo o corpo, noite mal dormida...e um querer...um querer que de tanto ligar cansou, de tantas mensagens, adormece...e acaba por se acompanhar da solidão que chega toda desinibida e senta, deita e rola...e vai ficando...e o querer, querendo pelo menos saber de lá...querendo somente um par e não querendo a solidão, mas só aquele querer...e o querer continua querendo...



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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entendendo...

eu nw entendo ele...eu não entendo porque ele diz coisas que não acontecem, porque ele promete quando sabe que não vai cumprir...eu não entendo como é que ele não me entende, não lê meus sinais, não captura meu olhar,será que ele ao menos me enxerga?... eu não sei porque ele me cobra coisas que ele não quer que eu faça, eu não sei porque ele não me espera...eu não sei porque ele não lembra das nossas incontáveis luas......eu não entendo porque que ele faz questão de me propiciar bons momentos, como também faz questão de esquecê-los...será qu ele tem amnésia?...eu não entendo porque ele não entende tudo isso...


ou será que sou eu que não estou querendo entender?




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Nostalgia..será?

já li muito, agora eu quero casar...porque no final de tudo se descobre que de repente era melhor não ter descoberto tanta coisa...era melhor não ter lido tanto...era melhor não ter se informado tanto, porque não teria desejado tanto...era melhor não ter viajado tanto, era melhor não entender certos símbolos, era melhor não entender nada do mundo simbólico...era melhor sonhar somente com a roupa do Natal, era melhor fazer tranças no cabelo, era melhor ir a praia todo final de semana, era melhor sorrir por bobagens, tomar banho de chuva no jardim...era melhor não saber qual a difrença entre gradução, mestrado, doutorado e PHD, era melhor não saber o que era hierarquia...era melhor quando eu fazia minha tendência e cada um fazia a sua tendência, sem olhares tortos..aquele vestido florido de alças finas e com botões enfileirados em sua parte frontal era a minha tendência...era melhor ser eu mesma...era melhor ter tempo...era melhor quando havia tempo para ficar ociosa...era melhor quando seguia as joaninhas...era melhor não ter comprado aquela passagem...era melhor ter casado com aquele policial, ter uma prole e ser uma dona de casa feliz...feliz se não tivesse lido tanto..feliz se não fosse tão curiosa...feliz se não tivesse tanta coragem...seria feliz, será?...hoje só sei que já li muito, agora eu quero casar...stress, nostalgia, sei lá, é bem a tristeza mesmo...já li muito, agora eu quero casar...




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terça-feira, 14 de julho de 2009

Lembranças...

e o que é isso que aperta, dói e não dói...sufoca, e aconchega...é um calor gelado, o doce mais amargo, o abraço mais frio, sobe e desce dentro da gente, sai pelos olhos, escorre e escorrega junto com lembranças, sorrisos tristes, olhares dispersos, perdidos...vazios preenchidos de solidão...sentimentos disformes, imagens uniformes...vontade sem desejo...desejo sem coragem...sem coragem para sofrer...chegaaa, desligou, deitou-se...despertou, amadureceu...passou!



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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Escolhas...

eu acredito que a vida são escolhas....escolhas feitas a partir do que se tem como expectativas...escolhas que trazem muitaaaaaa felicidades, mas que jamais te isentam de dor....e isso é lindooo....porque quando atentamos para esta real condição, vivemos melhor, menos anciosos, porque não estamos a espera do amor eterno, do trabalho perfeito, de amigos bem-humorados todos os dias... mas de pessoas, como nós que cheiram e fedem, são amáveis, mas também teem defeitos...é humano isso....é o que acontece...é humano...é lindoo...



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O Anjo

E o anjo falou: "Ser simpático não é ser bom"...E dessa vez ele ficou ficou agarrado com aquela menina que tanto acreditara no sorriso do surfista, naquele sorriso lindo. Ela estava muito triste, mas de uma tristeza de transparecer a quilômetros, porém lá no seu íntimo algo dizia que essa era a felicidade...Sem entender, ela não dormiu. Ficou ouvindo o que o anjo tinha a falar. E esse anjo falou, e também lhe ofereceu carinho.



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domingo, 5 de julho de 2009

Ontem...

...ontem quando despediram-se, ele não a deixou, aliás ela não o deixou ir, e ele permaneceu por horas no pensamento dela, roubando seu sono tranquilo de toda noite e ele também roubou seus sonhos...

...ontem eles se encontraram, ela estava elegante, vestia um jeans skinny e um sobretudo preto, seus cabelos estavam exageradamente lisos, havia retocado a coloração de 'loiros sob medida', calçava saltos finos pretos, as unhas estavam pintadas de vermelho, havia descompensado na maquiagem, não usou, achou que não precisava, simples prepotência que aparece um dia ou outro na vida de uma mulher, mas aparece meus caros, ela é humana, deem licença...ela também carregava uma bolsa a tiracolo e puxava uma mala grande, de quem ficaria no mínimo 20 dias em algum lugar e não meros 4 dias..ele?...ele usava um jeans com camisa vermelha e sapato preto, mas tinha o olhar e o charme jamais visto até aquele instante, era um olhar de quem estava com sono ou acabara de acordar, ele também tinha um estilo desleixado que tornava seu desenho apaixonantemente harmonioso...

...ontem eles abraçaram-se como que matando a saudade de uma longa ausência, beijaram-se como que há muito tempo privados de beijar, jantaram ao luar, mergulharam no mar, passearam de mão dadas, tomaram sorvete, dançaram, cantaram, vibraram... tiveram filhos também...
...ontem fizeram tudo o que compete a um casal e que até agora eu havia me restringido a descrever somente os bons momentos, mas também tiveram crises, das mais variadas, discutiram, resmungaram, choraram..e fizeram as pazes...

...ontem tiveram uma história...

...ontem foi o primeiro encontro deles...encontro imaginário...ele nem sabe que se encontraram...só ela...

...ontem ela também assumiu que está envolvida...mas também pensou tristemente 'até quando?'...pensou isso porque ela queria gostar dele para os restos de seus dias...ela queria que seu encanto por ele durasse os restos de seus dias ou alguns anos, meses ou até meros dias...

...mas isso foi ontem...só ontem?





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sábado, 27 de junho de 2009

Observar...

o melhor da vida está nas entrelhinhas, pára de querer entender tudo e dá significado a tudo...as coisas causam dor e felicidade...felicidade???...a magia das entrelinhas é necessário,se não houvesse as entrelhinhas era como o barco no mar com velas em perfeito estado, mas sem marinheiro....perde o tal do sentido que pretendemos, que almejamos....as entrelhinhas é a dúvida precisa, é como a promessa do eterno, o quase ao qual todos somos passíveis, as incontáveis possibilidades que cada olhar desperta, os cheiros que confundem a memória e logo trazem a certeza saudosa...as entrelhinhas é arregalar os olhos pela certeza que acabara de se criar...as entrelhinhas pedem calma...se não, loucura...as entrelinhas é para quem sabe esperar, tem paciência, pq elas se desvendam nos atos...ah, delícia de entrelhinhas, é o mistério que a aventura humana precisa para ver o outro e consequentemente se perceber...ou vice-versa...as entrelhinhas ficou para os que se importam com o que vem de fora...as entrelhinhas é para os sensíveis...

entende que no final a gente goza, a gente dá sentido....vamos observar.... as entrelinhas são tão nós....eu até posso dizer que cor elas são.... azuis, mas há dias que são verdes...bom, as minhas entrelinhas...calma, a vida corre no seu ritmo...sem pressa...e eu e vc, estamos todos nas entrelinhas....é só isso.


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sexta-feira, 26 de junho de 2009

O sujeito já desgostado, mas cativado...

E numa manhã, ironicamente bela, ela resolveu se despedir. Botou um jeans e uma camiseta surrada, calçou uma rasteira, não podia fugir de sua própria persona, caso se arrumasse demais, era como se não fosse verdade, logo sua idéia não se concretizaria de fato. Tinha de ser ela, suas roupas, seu cheiro, seus acessórios. Pronta, olhou para o espelho, nada de frio na barriga e mãos suadas ou nervosismo,se quer, olhar inquieto. Nada. Já não sentia. Sentou-se e acomodou-se, sem esforço. A qualquer momento podia começar porque já não se importava quais palavras usar. O que saísse estava de bom tamanho...
Quando o sujeito já desgostado por ela aproximou-se, ele sorria. O sorriso era de alguém cativado. Ela não queria mais o sujeito já desgostado. Tinha tido até bons momentos com ele, chegando até a planejar um fim-de-semana juntos. Era demais ser egoísta e não se importar porque realmente não se importava. Deixou o egoísmo de lado, colocou as máscaras. Acabara de sentir enjôo, estava com pena do sujeito já desgostado. E agora? Pena e ausência de sentimento. Isso não causa boas sensações, ela pensava. Lidar com isso, tudo bem, falar sobre isso, tudo bem. Mas quem é o outro que está na sua frente? o que sustenta o sujeito já desgostado? Em que ele se agarra para ter esse sorriso de cativado? Ela não sabia muita coisa do sujeito já desgostado.Ela não tinha se importado muito em conhecê-lo, mas mesmo assim ele estava cativado..se era pelo jeito dela ou se ele criou jeitos e trejeitos para ela, ninguém sabe...só sabemos que ela foi da sua forma, genuinamente ela....Bom, ela veio para falar-lhe e veio decidida, e continuava assim...Ele sentiu que alguma coisa estava diferente, mas como todo sujeito já desgostado, mas cativado,ele não quis acreidtar e abriu os braços como sempre, beijou os olhões dela, como sempre, cheirou a nuca dela como sempre, deu-lhe uma rosa, como sempre, e disse que estava com saudade, como sempre...Ela permaneceu calada...ele se fazia de bobo..sentia que já não era dela, mas fazia-se de bobo...ela olhava para ele, olhava nos olhos dele...ele falava sobre tudo só não parava para olhar o olhar dela...porque no fundo não queria decifrar aquele olhar...ela esperava a hora, há tempo para tudo, é só se deixar sentir...ele olhou nos olhos dela, fitou-a por segundos, voltou a ficar cabisbaixo...era a hora...e quando ela ia se pronunciar, ouviu os soluços altos e desesperados de quem está perdendo o primeiro amor...ela percebeu que não era a hora porque já não havia o que falar, tudo já havia sido dito....precisava ter cuidado com o sujeito já desgostado, então acolheu ele e sua imensurável dor em seu colo e pensava que supostamente aquela era a primeira decepção amorrosa do sujeito já desgostado porque ele praticamente berrava agarrado em seu corpo...quando se perde o primeiro amor, continua a sentir dor, a chorar, mas algo muda, era como se toda decepção já fosse esperada...ela pensava alto e cuidava do sujeito já desgostado, sentia-se bem porque fora verdadeira e ruim porque fora a primeira decepção para alguém e isso era sério, porque a partir daquele dia o sujeito já desgostado não seria mais o mesmo, não seria tão fácil vê-lo com um sorriso de gente cativada...e de repente o sujeito já desgostado, levantou a cabeça, assustando-a, fazendo-a aterrizar...ele parou de chorar e perguntou se era verdade e que se fosse que ela dissesse porque ele queria ouvir as últimas palavras dela...ela concordou com a cabeça...mas ele insistiu que queria ouvir palavras que confirmassem...ela foi desprendendo-o de seu corpo, segurou o rosto dele entre as suas mãos e disse carinhosamente:

-Não morra estando vivo! O engano não isenta ninguém de dor, ela só tardará!

ele disse que não entendia o que ela falava...ela continuava a segurar o rosto dele, depois passou as mãos no seu cabelo, queria que fosse um adeus carinhoso...e foi levantando-se...ele segurou no braço dela e repetiiu que não estava entendendo, ela então olhou no seus olhos, da mesma forma de outrora, e disse em alto e bom som:

- Te deixo ir para que sejas feliz!!


E foi-se.



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quinta-feira, 25 de junho de 2009

O tempo

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o tempo é o equilíbrio das emoções desnorteadas...mas tudo se paga um preço.

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Efemeridade

momentos antagônicos..
frases incompletas...
atos desfeitos...
roupas no chão...prazer hostil...
fim de tarde...gosto de adeus...


paz e inquietação..
sorrisos e choros...
sambaaa...
momentos antagônicos..
atos desfeitos...
roupas no chão...prazer hostil...
fim de tarde...gosto de adeus...


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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Caminhos..

Ela, ajeitadinha como uma sala de espera, fria. Não lhe faltavam sentimentos, mas expressão. Ela ainda olhou, quis.
Ele...ele também queria muito, o desejo estampava-se no seu olhar.
Contudo,ambos não se dirigiram um ao outro.
Moviam-se em suas direções, já programadas.
As emoções estavam dançando carnaval dentro de seus corpos.
Desejavam-se,e apesar de não ser problema, mas também não era a solução...

Ele foi para lá e ela para cá... ou ela foi para lá e ele para cá? Pouco importa, seguiram caminhos opostos...contrários não sei....e quem sabe?...

Só temos certeza da marcha cambaleante e do olhar inquieto toda vez que se miram, cada um em seu itinerário...



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terça-feira, 23 de junho de 2009

Saudade...

saudade de alguém q vc cristalizou...e que mudou mto......
saudade de alguém q na verdade vc nem conhece mais...
saudade....saudade....saudade...saudade...saudade...
saudade, vou indo a vida me chama e depois te chamo,saudade...


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Adeus na hora certa....

Te olhei tanto e cada vez era como se você estivesse surgindo pela primeira vez...mas eu perdi você. Hoje, aquilo que nós sentimos a ponto de suportar mais, um pouco mais, se revelou esgotado...relaxei, fiquei bem.... já estava na hora de fazer as malas e assumir outros interesses que antes eu deixei fugir ou eu fugi, ou simplesmente não era o momento...E até consegui assumir para a pessoa certa, porém foi tarde demais. E mais uma vez dou a mão para a solidão...ouvia sua respiração, você me deixou sutilmente, isso me encantava mais, continuava a ouvir sua respiração. Tinha vontade de sentir teu cheiro...Não era a mesma coisa e eu sabia que não duraria mais do que o tempo do meu desejo....Tinha vontade de sentir seu cheiro....mas era tarde demais...não havia mais sentimento que causasse mobilização...era a hora certa de só querer sentir teu cheiro...


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O poema do Anjo...

Ela corre ou anda, mas sabe para onde está indo.

Ela aperta, mas não sufoca.

Ela bebe, vomita, chora....e volta.

Ela tira a pele sem machucar.

Ela disfarça, mas entendeu.

Ela dança, sua, grita e se joga.

Ela pede para voltar e ficar até um dia.

Ela quer e ninguém segura. Ou alguém segura..até quando ela enjoôa.

Ela rosna, é seu jeito de gemer.

Ela conta uma piada e ninguém ri, ela fica feliz.

Ela come pastel de carne com suco de milho.

Ela sobe numa mesa de boate ou de um bar e mexe, mas nem para todo público ela fala, muito menos rebola.

Ela ainda é tão invisível como o ar que respiramos.


E o anjo deixou o poema ao lado de sua cama, a menina ainda dormia. E ele sabia que na hora em que aqueles olhinhos se abrissem nada ia ser mais feliz do que ela.Dessa vez ele falava dela. E, realmente, não havia nada mais que a deixasse tranquila, em paz, feliz, como que completa. Só não se sabe até quando...


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domingo, 14 de junho de 2009

A voz

A voz era seca...apressada, como quem quer ir embora, como quem está muito atrasado...
Havia medo...senti um certo medo em não ressistir...por isso a voz se apressava, cada vez mais, pois cada segundo é uma eternidade onde tudo, somente tudo é passível de acontecer...
A voz era rude também como quem não quer transparecer sentimento...como se não houvesse carinho, mas se não houvesse carisma algum, não haveria pressa e muito menos ignorãncia, mas havia uma simples indiferença própria de quem não se importa...
A voz era de quem faz tudo para ir....mas que nunca foi, nunca vai e que nesse processo de ir liga para dizer que está indo e continua ficando, liga com a voz rude e seca e nunca se despede....
A ligação durou 2min....mas se repeitu por 10 vezes...


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Mudanças Constantes

Pela manhã ela quer tomate,
A tarde toma suco de manga,
e antes de dormir bebi leite,
Faz as malas e desarruma a cama, porque resolveu ficar...
Foi na Grécia e conversou com Platão,
Aproveitou e mergulhou naquele mar azulado com Aristóteles,
Foi no museu de Louvre e contemplou Da Vinci,
O que ela mais gostou foi o quadro "Os Girassóis" do Vicente Van Gogh,
Viajou os sete mares,
Tudo isso sem sair do seu quarto,
Olha pela janela e o seu sonho neste instante é saber qual a luz que ilumina o lugar que você se encontra...
O instante passa e ela vai comer pêssego em caldas...


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A viagem

A priori era um lual a 20 minutos de Fortaleza....depois tornou-se uma viagem que durou 3h em estradas perdidas, onde girávamos em círculos sem fim.Estávamos perdidos..Nessas voltas sem norte muitas coisas aconteceram. Conversas, gargalhadas, piadas sem graça, incômodos odores, reclamações, imagens, paisagens, medos, mais gargalhadas, cansaço, sono e músicas, muitas músicas...no meio de tudo isso, dessa diversão misturada com enfado encontrei você, na verdade você surgiu me tomando os sentidos, o meu olhar, minhas sensações e meu pensar...olha só, foi assim:

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo

Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito mas com você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender

Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo

Agora o que vamos fazer, eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Estou aprendendo também...



O que mais pode ser? Este vínculo que não me desgruda das tuas sensações, esse elo que me faz acreditar que tenho dono, esse cheiro que me inebria, esse caminho que me leva ao meu momento feliz...o que mais pode ser? E eu que pensava que o nosso adeus era para sempre...foi só eu abrir a porta que você entrou....o que mais pode ser?
Essa dúvida atroz foi o que enfeitou o restante da longa viagem...foi por isso que assiti ao nascer do Sol com mais emoção, foi em meio a ânsia de uma verdade que a bebida teve mais gosto, que sambei com alma, que gargalhei com vida, que acompanhei as letras de músicas quase que gritando, foi pela dúvida que criei verdades para aquela noite, porque queria amanhecer viva para saber se havia certezas.......vi sua cor também, a incerteza é quase da cor do céu, ela é tão incerta que não se precisa seu tom.....Viu, eu deitei e rolei na incerteza....era isso que queria para minha noite ter sentidos, nem que eu fosse buscar a milênios atrás ou em outras vidas, quanto mais em meros aninhos passados...eu só sei que deitei e rolei na incerteza...a incerteza é uma forma de sorrir com a alma...


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sábado, 30 de maio de 2009

Estranha saudade...

Saudade estranha...eu quero, mas me mantenho distante, recuso ligações, forço uma fuga, corro, me escondo...mas eu quero...quero tanto...
sinto saudades, mas fujo desesperadamente de você...
é como se a leve brisa que bate agora no meu corpo nu me dissesse que a saudade é a melhor forma de nos relacionarmos...

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Triste, tristeza...

É. Eu sou triste. Mas isso não é problema. De repente foi uma escolha minha ser triste. Na verdade sou bem resolvida com a tristeza. Acredito que preciso vivê-la. É necessário sentí-la. Não a cultivo mais do que ela quer permanecer, contudo não expulso ela do meu ser antes que queira partir. Digiro a tristeza no seu tempo, no meu tempo, no nosso tempo. Degusto ela, assim tenho a certeza que pelo mesmo motivo não ficarei mais triste. Serão outros. Toda tristeza é diferente. Têem um "quê" de similaridade, como também possuem um "quê" de surpresa, de novidade. Que venham os outros motivos, as outras tristezas. Eu os sentirei da melhor forma, é verdade.

"Tristeza não tem fim,
felicidade sim"


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domingo, 24 de maio de 2009

O Fim.

É a velha história da morte. Não precisa não respirar mais para morrer.Basta que uma inércia tome de conta, um vácuo, um vazio. Algo da ordem da apatia irreversível. Pois, ontem entre nós morreu alguma coisa. Nunca temos nomes certos para essas coisas, porém sentimos quando algo perece. Eu até entendo não ter conseguido chegar no mundo dele, afinal de contas ninguém penetra literalmente no mundo de ninguém, mas não era ele que dizia "nós completamos as frases um do outro"...bom, foi baseada nisso, nesta teoria de casal com "paixonite aguda", que chamei-o para conversar, dialogar, trocar idéias...Fomos comer: acarajé e bronnie. Falei, falei em diversos tons. Quanto mais eu tagarelava, mais eu me convencia do que já pensava na aurora: "não se convence as pessoas a nos querer e nos amar da forma que o fazemos"....mas isso me escapolia, fugia se perdendo no meu discurso sobre "como amar!"...fui ridícula, sei. E sabe o que me deixou desmedidamente ridícula e por outro lado era, nesta medida, encantador: sua calma, ele é calmo, de olhar e voz calmos! Ele disse compassadamente que não sabia o que dizer. Parei um segundo e aceitei. Ele realmente não devia saber o que dizer, não tinha o que dizer, porque ele sempre foi muito sincero, "sem enganar". Na verdade eu estava falando tudo aquilo era para mim mesma. Na verdade eu que queria algo mais que eu pretenciosamente esperava, mas que ele nunca prometeu. Eu que queria mais ligações, mais mensagens, eu que anciava por mais encontros, mais contato, mais presença. O moço nunca me prometeu absolutamente NADA. Por isso não se afetou.E foi aqui, neste instante, nesta ausência de incômodo dele que algo foi-se, desmembrou-se, quebrou-se, padeceu, morreu. Porque não me prometer nada tudo bem, não me iludir tudo bem, mas não se afetar com minha afetação pelo seu afeto foi muito forte para mim.Esse foi o início do fim de ontem. Foi assim que algo morreu ontem, mas a morte não leva tudo, sempre fica algo, os resquícios.....sempre permanece o que foi sentido...na lembrança ou em outros atos...e a vida continua mesmo depois da morte....

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sábado, 23 de maio de 2009

Par Pefeito: Ilusão

E o que somos nós sem a ilusão?
A ilusão nos afasta do suicídio!
Quanndo iludidos permanecemos no eterno desejo de realizar. Ou te eternizar.
Realizar quando acreditamos que vamos possuir algo que desejamos.
E eternizar quando acreditamos que possuímos.
A ilusão nos afasta do suicídio!
A ilusão nos possibilita viver...suportar...até amamos!!!
Quando iludidos nos planejamos, almejamos, e nunca estamos satisfeitos...e, de certa forma, não está satisfeito é saudável.
A ilusão é gozar no instante que se deseja.
A ilusão nos afasta do suicídio!
A ilusão nos move...afinal de contas, quem nos garante alguma coisa? do que temos certeza?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

a paz que eu busco não encontro em nenhum cigarro que ando tragando, nenhum gole, nenhum balanço...
cadê eu?


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quinta-feira, 30 de abril de 2009

quero rotina, quero coleira, quero controle, freio..quero medida, ordem, tude que me faça racionalizar, pensar...quero tudo isso com sentimento, com amor, quero ser Amélia, quero ser de um dono, Amélia feliz...quero cozinhar para ele, e fazer café, sentir o cheiro do café...quero levar seu jantar na sala, onde você assisti o jornal, quero ficar suada nos teus braços...quero dizer não a boemia por bons motivos. Quero planos! Quero dá satisfação, quero ciúmes. Quero cuidados, preocupações, mesmos as mais bobas. Quero dançar uma valsa...quero um par...Chega de liberdade, de surpresas. Monotonia, por favor!!!

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

amizade..e o que é que é amizade?...a gente não define esta coisa né...ela chega e vai se apossando, se construindo, se enraizando, quando percebemos estamos muito envolvido...já nos preocupamos, nos mostramos disponível, apoiamos até mesmo naquelas coisas mais absurdas, a gente vira parceiro...chega num grau que não se está mais conquistando ou sendo consquistado, mas está em um estado de cultivar, de preservar...neste momento pode chegar quem for para falar qualquer coisa do sujeito nosso amigo que a gente até escuta por educação e o fofoqueiro não se dá conta que temos motivos para querer tanto aquela pessoinha perto da gente..."ela é substancial"..."podemos não nos ver todo dia, mas sabemos do sentimento mútuo que só cresce" ...essas são frases de um amigo para uma amiga, numa mesa de bar, depois de tantas cervejas e muitos papos...essas são frases que só explicitam o sentimento construído e regado com muita respeito...quero dizer que mais uma vez amei nossa saída, que é regada de muitas segredinhos só nossos, muitas experiências compartilhadas, muitas gargalhadas...quero dizer tanta coisa...quero dizer que te amo pompom.

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terça-feira, 28 de abril de 2009

A loucura está por todos os lados. Muitas vezes é preciso tangê-la. Este incômodo que chega deixando tudo muito agudo, reto, linear. Esta indecisão causada por tal fato. Não se sabe se se vai ou se se fica. Porque tudo parece não ter motivos. Penso: e a indecisão é em a IR ou a COMO ir? Tem diferença. Faz diferença. Porque por medo de ir, ficamos. E esse ficar é tão ruim e tão desbotado. Ora, se fico onde não quero estar, supõe-se desagrado, insatisfação, se desmedida...loucura. E por que não mudar, não somos seres potencialmente capazes de resgnificar? A tal resiliência! Aí está, o fôlego é tão curto, a estrada foi tão esburacada, a bússola quebrou. Nunca houve improviso, nunca houve especialistas, muito menos amor. Não se vê sentido, não se tem coragem, não se quer ficar. Cansou. Decidiu: QUERO IR!

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Andei meio acordada esta noite..Talvez pelas coisas que temos dito nos últimos dias, talvez pelas coisas que acontecerão, talvez por sua inquietação e isso me deixar meio perdida...Não gosto de conselhos, principalmente quando meu sentimento está envolvido...mas se eu fosse você eu me mandaria flores, com um cartão assim: "Vem ficar ao meu lado?"...Andei meio acordada esta noite...talvez pelas coisas não ditas...

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Eu estava aqui pensando sobre o amor....penso que devíamos ter somente o primeiro amor, aquele que a gente conhece e que arrebata nossos corações, que nos deixa trêmula e quase sem respirar, e que por muitas vezes juramos amor eterno em todos os lugares que passamos com ele. Digo isso, porque muitas pessoas falam do tal primeiro e único amor...primeiro tudo bem, mas único? Constatei que é único não por falta de outras experiências, mas pela ausência da crença no amor, ê gente o primeiro amor traz também a primeira desilusão e chega a ser irônico, porque a dimensão de sentimento da primeira desilusão amorosa tem tanto vigor como a do primeiro amor, contudo são pólos diferentes. Bom, retomando, depois do primeiro amor e único mesmo, fica uma incapacidade arraigada dentro do indivíduo que não o deixa mais ser tão espontâneo, mas cauteloso, o que já vai tirando o embelezamento da outra relação. No primeiro amor tudo precisa ser urgente, rápido, porque é o primeiro e único,depois ficamos como que mais calmos, relapsos não, mas relaxados...e sabem por que? Porque por mais que desejemos muito alguém sabemos que na verdade é só mais uma ilusão.Coitada, a próxima paixão sofrerá as descrenças desse sujeito desiludido pelo tal amor eterno do primeiro amor. Lembram, outrora era amor eterno, agora só há espaço para o jargão “eterno enquanto dure”, olhe quanta realidade apareceu, olhe quanta diferença dos momentos do primeiro sentimento, olhe a desilusão se apossando, olhe a trágica realidade da vida...que é linda e ao mesmo tempo apodrece os momentos...o primeiro amor devia ser o último...na verdade é porque é o único, não amamos mais depois do primeiro amor, mas nos iludimos com nossa permissão, pois precisamos...ficamos tão realistas que sabemos que é ilusão, mas vamos até lá para ver como é...e há quem diga que isso chama-se tentar sempre sem traumas passados, não, não, “a primeira vez é sempre a última chance”, os outros que virão, serão ilusões necessárias para nossa saúde, o primeiro era amor, não sabíamos sofrer, não sabíamos sabotar, não sabíamos nem desconfiar....os outros sofrerão com a astúcia e a frieza de quem já passou pelo primeiro amor...bom, nos resta saber também qual foi o primeiro amor, porque primeiro amor que considero aqui não tem relação com ordem crescente de relações, mas com intensidade de sentimento e vivências que cada uma nos propiciou... Eterno, eternidade, eternamente... A única coisa que é eterna é que depois do primeiro amor descobrimos que ele é ÚNICO...assim, devíamos acabar com o primeiro amor, porque ele acaba com a gente...


Bom, boas recordações!!! Ahhh, desejo também prósperas ilusões...






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quinta-feira, 26 de março de 2009

Enquanto você não vem vou me lambuzando de memórias, vou te saboreando com o que você me deixou, além dos escritos e dos sentidos...olha só, te canto só para te ver tagarelando como quem não gostou da piada...que piada? ...olha só, você devia voltar e ficar até o tempo que eu quisesse, depois você voaria porque ninguém é seu dono e suas asas são grandes demais para enferrujar, elas brilham mais no céu, livres....olha só mais isso aqui, é para você...


Vermelho, olhos, olhares, expressão, nariz, boca, sorrisos, pescoço, cheiro, cheiroso, nuca, neve, ombros, borboleta, fartura, cintura, ausência, pêlos, mel, pernas, desenho, pés, amoras...viva, extremista, carinhosa, doce, doce...canta, dança, balança e grita...


Vêem, faz um carinho, um dengo, uma prece...fica perto, se aconchega, se deite e faça seu deleite....


Depois vai, sai, foge, corre, rosne...


Adeus.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Imperfeita Condição

Ela carrega uma alegria triste,
Os olhos são tristemente felizes....
O olhar mais carregado de alegria e dor,
É a desordem aliviada
Vem como uma onda, uma sintonia desvairada
Ela se enrosca no ar
Voa e volta, volta e voa e voa e voa...volta???
Uma decisão certa,
Uma certeza imprecisa
Ousada, aventureira e extremamente triste....